Pedra da Gávea

Pedra da Gávea


Tipo: Montanha / Morro / Rocha

Parque: Parque Nacional da Tijuca

Localização: Rio de Janeiro - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22 5 53 47°S / 43 17 01 1°W

Atividades: Caminhadas e Escaladas

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude: 844 m




Descrição



A Pedra da Gávea é um impressionante monumento natural de gnaisse com topo de granito subindo à 844 metros acima do nível do mar além de ser o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. Situando dentro do Parque Nacional da Tijuca, mais precisamente entre os bairros de São Conrado e a Barra da Tijuca, ela ganhou este nome devido ao seu formato de cesto, conhecido como Gávea (cesto onde se localizava um observador nas antigas embarcações).

Várias histórias e lendas caem sobre esse marco natural do Rio de Janeiro. As mais conhecidas contam que essa montanha foi esculpida pelos antigos Fenícios, que deixaram lá o rosto do seu imperador, além de um grande portal que levaria a outras dimensões; outros contam que em seus olhos existem antigos textos fenícios que ainda não foram decifrados. Também existem sítios arqueológicos, como caminhos de pedras e senzalas do tempo colonial.


Visual da Trilha - Zona Sul


A Pedra da Gávea é hoje uma das montanhas mais freqüentada do Rio de Janeiro e talvez do Brasil, mas conta com uma triste estatística: é também a montanha onde acontece o maior números de acidentes no Brasil, estes acidentes muitas vezes são causados por pessoas com pouca ou sem nenhuma experiência que ousam transpor suas inclinadas encostas em busca de aventuras, mas infelizmente sem equipamentos adequados e sem a companhia de uma pessoa mais experiente para orientá-los.


Visual do Cume - Barra da Tijuca


Essa é provavelmente a caminhada mais bonita da cidade, mas sua trilha é bastante cansativa e possui trechos mais técnicos, e só deve ser feita por quem tem alguma experiência, ou com o equipamento de segurança adequado. Demora-se de 2h a 4h para se completar o percurso. Quase no final da trilha, encontramos a famosa escalada da carrasqueira, que é um paredão de pedra com aproximadamente 30 metros de altura. Durante a trilha pode-se encontrar árvores de todos os portes em meio a uma exuberante Mata Atlântica, além de uma pequena cachoeira para nos refrescar nos dias mais quentes. Também encontramos algumas bromélias e orquídeas, como a Laelia Lobata, que só é encontrada na Pedra da Gávea.


Cabeça do Imperador


Além de todas as histórias e lendas, que por si só já levam qualquer pessoa a querer conhecer suas belezas, do seu cume, devido a sua privilegiada localização geográfica é um fantástico mirante de onde é possível se contemplar boa parte da cidade,  olhando para norte vemos alguns morros do parque, com destaque para a Pedra Bonita e a Agulhinha da Gávea. Desviando levemente o olhar para o oeste vemos a grande baixada de Jacarepaguá, todo bairro da Barra da Tijuca, do Recreio e ao fundo o grande maciço da Pedra Branca. Para finalizar o show olhamos para o leste - que na minha opinião é a vista mais bonita da Pedra da Gávea - para admirar a Praia de São Conrado, as torres de granito que formam o Morro Dois Irmãos que é uns dois principais cartões postais da cidade e até já serviu de inspiração para tema de musica de Chico Buarque, e a gigantesca favela da Rocinha ao seus pés. Mais ao fundo é possível ver a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Baia da Guanabara, a Pedra do Elefante essa já da cidade de Niterói e até mesmo a Praia de Itaipuaçú na cidade de Maricá.


Agulhinha da Gávea ao lada da Pedra da Gávea


Para os escaladores existem várias opções de vias com dificuldades que variam de 1º a VIIa graus em vias clássicas e até A3 em artificial. São no total cerca de 20 vias com até 350m de extensão, sendo que uma das mais conhecidas é a clássica Travessia dos Olhos. Para esta via é necessário estar escalando bem em horizontais, pois apesar de não ser técnicamente difícil (3º-IIIsup), é uma travessia que impressiona até os mais experientes.

O acesso para a Pedra da Gavea se dá tanto pela Barra como por São Conrado ou Itanhanguá. Pode-se chegar à Pedra da Gávea também a partir da Pedra Bonita.

   Altitude: 844 m.
   Nível: Caminhada Semi-Pesada.
   Duração: Duração: 2h00 min até 3h00 min (ida).
   Atração: paisagem.


A Trilha



O acesso da principal trilha para a Pedra da Gávea é no final da Estrada do Sorimã que é acessada pela Barrinha (sub-bairro da Barra da Tijuca), no final dessa estrada existe uma pracinha onde estacionamos os carros. A trilha começa no final da estrada ao lado direito de um portão verde (número 936). No começo da trilha existe um placa com um mapa e um resumo das informações da trilha que inicialmente passa por um caminho colonial de pedras com alguma ruínas históricas. A trilha começa em um suave aclive e logo no começo passa-se por uma bonita cachoeira, que é chamada de Cachoeira do Sorimã, nos dias mais quente ao final da trilha os aventureiros costumam se refrescar em suas águas.

A trilha depois que passa da cachoeira começa a ficar mais íngreme, e em menos de 50 minutos passamos pela primeira escalaminhada, que é feita com a ajuda de algumas raízes e troncos de árvores. Logo depois dessa escalaminhada surge um outro obstáculo na trilha, uma laje de pedra escorregadia onde foi colocado alguns degraus de ferro e um cabo de aço para ajudar, o que torna essa subida bem mais fácil, assim que passamos desse ponto chega-se a um interessante conjunto rochoso, que forma uma gruta, conhecido como Pedra do Navio, de onde temos a primeira recompensa, que é um belo visual do bairro da Barra da Tijuca. A trilha após a Pedra do Navio segue ainda bem íngreme e erodida, e 10 minutos depois aparece uma outra escalaminhada, só que dessa vez ela é feita subindo em blocos bem escorregadios de pedra, nesse ponto é preciso ter cuidado para não escorregar. Seguindo a trilha em poucos minutos chegaremos em um local descampado e plano chamado de Praça da Bandeira,  nesse local é onde se encontram as 3 trilhas para a Pedra da Gávea, a primeira é a que começa na Estrada do Sorimã (Barra da Tijuca), e segunda começa na Estrada das Canoas (São Conrado) e a terceira é uma trilha que liga a Pedra Bonita a Pedra da Gávea.


Visual da Pedra do Navio


Após a Praça da Bandeira a trilha sai da proteção das copas das árvores, seguindo por descampados, em poucos minutos chegaremos em um incrível mirante que fica bem em frente a Cabeça do Imperador, desse mirante é possível ver o Morro dos Dois Irmãos, a Barra da Tijuca, as outras montanha do Parque Nacional da Tijuca como a Pedra Bonita, Pico da Tijuca, Morro da Taquara em outras, e mais ao fundo o Pão de Açúcar esse já na Zona Sul da Cidade. O caminho segue contornando a Pedra da Gávea em uma trilha erodida bem estreita e com um precipício alucinante no seu lado direito até chegar à famosa Carrasqueira que é um paredão de pedra com aproximadamente 30 metros onde é preciso fazer uma escalada de primeiro grau, essa escalada é considerada fácil, mas não permite nenhum erro, pois aqui o menor erro será fatal.


Dois Irmãos


Como já falei a escalada das Carrasqueira é fácil, mas o que conta aqui é o emocional, tem muita gente que chega nesse ponto e trava, pois causa do nervosismo devido a grande exposição, então se você não tem experiência e nem material adequando de segurança não faça essa trilha, pois infelizmente essa montanha conta com uma triste estatística: ela é a montanha onde acontece o maior números de acidentes no Brasil, estes acidentes muitas vezes são causados por pessoas com pouca ou sem nenhuma experiência que ousam transpor suas inclinadas encostas em busca de aventuras, mas infelizmente sem equipamentos adequados e sem a companhia de uma pessoa mais experiente para orientá-los. Caso você não possua experiência em escaladas ou com material de segurança procure um grupo ou pessoa que a tem, os clube de montanhismo cariocas estão aí para isso mesmo, para passar as experiência e conhecimento dos mais velhos no esporte para os mais novos, essa é a essência de nossos clubes.


Carrasqueira


Superado a Carrasqueira a trilha continua subindo até o Portal da Gávea que se localiza a nordeste da cabeça e que tem 15 metros de altura e 7 metros de largura e 2 metros de profundidade, dizem que esse portal  liga a Pedra da Gávea a outras dimensões e a outros lugares sagrados do mundo como por exemplo, Machu Pichu. Depois do Portal a trilha adentra novamente na Mata Atlântica até chegar ao cume, chegando no cume existe um caminho para a direita que fica de frente para São Conrado, e o caminho da esquerda que vai para o topo da Cabeça do Imperador, onde fica o ponto mais alto da Pedra, mas para chegar aí é preciso descer uma pequena encosta com auxilio de um cabo de aço e depois fazer uma escalaminhada escorregadia para subir no topo da cabeça, mas todo esforço vale a pena, mas é preciso ter cuidado.


Cume - Olhando na Direção do Topo da Cabeça do Imperador



A Trilha - Via Chaminé Ely (Pedra Bonita)



1- Deverá ir para a Rampa de Vôo da Pedra Bonita (vide acesso no artigo Pedra Bonita).

2- Chegando à Rampa de Vôo virar à direita e ver além da muretinha e verificará que existe uma trilha (caso não encontrar de primeira é apenas perguntar a quem estiver ali onde esta a trilha do 'Grotão' de acesso á Pedra Bonita)

3- Pegar esta trilha que segue bem marcada (esta a margem de uma propriedade particular) até chegar a uma encruzilhada.

4 - Orientação na encruzilhada: para trás é a trilha de onde você veio. Para frente é a trilha do Grotão de acesso à Pedra Bonita, à direita é a trilha de acesso à via Lionel Terray da pedra Bonita , à esquerda trilha de acesso à 'Variante Meméia' e Chaminé Ely.

5- Pegar a trilha à esquerda que dará logo em um paredão essa é a Variante Meméia (variante exatamente por ser a variante da Chaminé Ely , uma escalada de 60m em aderência do 5º), nesse paredão seguir à esquerda dele, caminho que vai levar à Chaminé Ely.

6- Transpassar a Chaminé Ely e continuar pelo caminho único para cima (não tão claro por ser menos utilizado), passará por uma fonte do CEB de concreto (ponto que marca que se esta chegando à trilha da pedra da Gávea), continuando na mesma trilha após a fonte chegará à Praça da Bandeira do caminho da Pedra da Gávea logo antes do descampado para a carrasqueira.


Localização



A Pedra da Gávea se localiza no Parque Nacional da Tijuca no Setor Pedra da Gávea - Pedra Bonita (Setor C) situado na Cidade do Rio de Janeiro.


Como Chegar



Partindo da Praça Desembargador Araújo Jorge, que é a pracinha principal (onde ficam alguns bares) da Barrinha (localidade da Barra da Tijuca), contorne essa praça e entre na Estrada do Joá. Na Estrada do Joá entre na Av Fleming que é a primeira rua a esquerda, a Av Fleming é uma rua com pista dupla com um rio no meio, siga até o final onde encontramos uma pracinha (Praça Professor Velho da Silva), entrado na praça faça uma meia volta e entre na Estrada Sorimã, nesse ponto você obrigatoriamente entrará por uma portão de um condomínio, avise que você irá fazer a trilha para a Pedra da Gávea ao segurança que tiver no local. Siga a Estrada do Sorimã até o final, você vai passar por uma parte que a estrada passará a ser de terra batida, não se desanime, siga até o final da estrada onde existe uma pracinha, local onde o pessoal que vai pegar a trilha costuma a estaciona seus carros.


Quando Ir



Todas as estações são boas para caminhar até a Pedra da Gávea, entretanto no verão as temperaturas podem chegar aos 40°C e as tempestades são freqüentes, principalmente no final da tarde. Nas demais estações a temperatura é mais amena tornando o passeio mais agradável.


Acampamento



O acampamento dentro do Parque Nacional da Tijuca está proibido.


Fauna e Flora



O ecossistema da Pedra da Gávea é característico da Mata Atlântica secundária. Ainda existem resquícios das matas originais nos pontos de difícil acesso. Podemos encontrar árvores de todos os portes e uma floresta exuberante na vertente da Barra. Também encontramos algumas bromélias e orquídea, como a Laelia Lobata, que só é encontradas na Pedra da Gávea. Já a vegetação do topo da montanha está bastante prejudicada pelo próprio usuário. O lixo, o descuido e os incêndios intencionais e os causados pelos balões, vem descaraterizando este lugar tão especial. O lixo atrai animais exóticos, como os ratos, que acabam interferindo com a fauna local. O intenso uso das trilhas tem causado grandes erosões em alguns trechos, prejudicando ainda mais as florestas ao redor.


Lendas e Mistérios



O que não falta à Pedra da Gávea são lendas e mistérios. A começar pela sua estranha forma e seu rosto enigmático. Existem histórias para todos os gostos; portal para outra dimensão, base de discos voadores, esfígie Feníncia, túmulo de reis. Algumas partes realmente despertam mais perguntas do que respostas. Uma dessas partes são as inscrições que existem no topo, e que seriam Feníncias. Outros pontos são o próprio rosto da esfígie e o portal, este no lado que dá para a barra. Também existem sítios arqueológicos, como caminhos de pedras e senzalas do tempo colonial.

A origem do seu nome se deve à alegada semelhança do topo da montanha com a gávea de um navio (aquele “cesto” que topo dos navios de grande porte comum nos filmes de piratas ). Outros vêm no contorno da parte superior da Pedra o rosto de um homem, o "gigante que dorme".

Sua face parece uma figura esculpida, e existem inscrições antigas em um de seus lados. Sua origem é objeto de discussão há anos, mas ninguém pode provar quem as fez e porque.


   A Teoria da Tumba Fenícia:

Existe uma teoria, a qual é bastante difundida, de que a Pedra da Gávea seria a tumba de um rei fenício.


   Os Estudos:

Tudo começa no século XIX. Algumas "marcas" na rocha chamaram a atenção do Imperador D. Pedro I, apesar de seu pai, D. João VI, rei de Portugal, já ter recebido um relatório de um padre falando sobre as marcas estranhas, as quais foram datadas de antes de 1500. Até 1839, pesquisas oficiais foram conduzidas, e no dia 23 de março, em sua 8° (oitava) seção extraordinária, o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil decidiu que a Pedra da Gávea deveria ser extensamente analisada, e ordenou então o estudo do local e suas inscrições. Uma pequena comissão foi formada para estudar a rocha. 130 anos mais tarde, o jornal O Globo questionou tal comissão, querendo saber se eles realmente escalaram a rocha, ou se eles simplesmente estudaram-na usando binóculos. O relatório fornecido pelo grupo de pesquisa diz que eles "viram as inscrições e também algumas depressões feitas pela natureza." No entanto, qualquer um que veja estas marcas de perto irá concordar que nenhum fenômeno natural poderia ter causado estas inscrições.

Após o primeiro relatório, ninguém voltou a falar oficialmente sobre a Pedra até 1931, quando um grupo de excursionistas formou uma expedição para achar a tumba de um rei fenício que subiu ao trono em 856 a.C. Algumas escavações amadoras foram feitas sem sucesso. Dois anos depois, em 1933, um grupo de escaladas do Rio de Janeiro organizou uma expedição gigantesca com 85 membros, o qual teve a participação do professor Alfredo dos Anjos, um historiador que deu uma palestra "in loco" sobre a "Cabeça do Imperador" e suas origens.

Em 20 de janeiro de 1937, este mesmo clube organizou outra expedição, desta vez com um número ainda maior de participantes, com o objetivo de explorar a face e os olhos da cabeça até o topo, usando cordas. Esta foi a primeira vez que alguém explorava aquela parte da rocha depois dos fenícios, se a lenda está correta.

Segundo um artigo escrito em 1956, em 1946 o Centro de Excursionismo Brasileiro conquistou a orelha direita da cabeça, a qual está localizada a uma inclinação de 80 graus do chão e em lugar muito difícil de chegar. Qualquer erro e seria uma queda fatal de 20 metros de altura para todos os exploradores. Esta primeira escalada no lado oeste, apesar de quase vertical, foi feita virtualmente a "unha". Ali, na orelha, há a entrada para uma gruta que leva a uma longa e estreita caverna interna que vai até ao outro lado da pedra.

Em 1972, escaladores da Equipe Neblina escalaram o "Paredão do Escaravelho" - a parede do lado leste da cabeça - e cruzaram com as inscrições que estão a 30 metros abaixo do topo, em lugar de acesso muito difícil. Apesar do Rio ter uma taxa anual de chuvas muito alta, as inscrições ainda conservavam-se quase intactas.

Em 1963 um arqueólogo e professor de habilidade científica chamado Bernardo A. Silva Ramos traduziu-as como:

LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT

Que lidas ao contrário:

TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL

Ou:

TIRO, FENÍCIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL


Alguns dos Fatos que Levam às Muitas Estórias Sobre a Pedra:

   A grande cabeça com dois olhos (não muito profundos e sem ligação entre eles) e as orelhas;
   As enormes pedras no topo da cabeça a qual lembra um tipo de coroa ou adorno;
   Uma enorme cavidade na forma de um portal na parte nordeste da cabeça que tem 15 metros de altura e 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;
   Um observatório na parte sudeste como um dolmen, contendo algumas marcas;
   Um ponto culminante como uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;
   As famosas e controversas inscrições no lado da rocha;
   Algumas outras inscrições lembrando cobras, raios-solares, etc, espalhados pelo topo da montanha;
   O local de um suposto nariz, que teria caído há muito tempo atrás

Roldão Pires Brandão, o presidente da Associação Brasileira de Espeleologia e Pesquisas Arqueológicas no Rio afirmou: "É uma esfinge gravada em granito pelos fenícios, a qual tem a face de um homem e o corpo de um animal deitado. A cauda deve ter caído por causa da ação do tempo. A rocha, vista de longe, tem a grandeza dos monumentos faraônicos e reproduz, em um de seus lados, a face severa de um patriarca". (O GLOBO)

Hoje já se sabe que em 856 a.C., Badezir tomou o lugar de seu pai no trono real de Tiro. Será a Pedra da Gávea o túmulo deste rei?

Segundo consta, outros túmulos fenícios que foram encontrados em Niterói, Campos e Tijuca sugerem que esse povo realmente esteve aqui. Em uma ilha na costa do Estado da Paraíba, pedras ciclope e ruínas de um castelo antigo com quartos enormes e diversos corredores e passagens foi encontrado. De acordo com alguns especialistas, o castelo seria uma relíquia deixada pelos fenícios, apesar de haver pessoas que contextem essa teoria.

Robert Frank Marx, um arqueólogo americano interessado em descobrir provas de navegantes pré-colombianos no Brasil, começou em outubro de 1982, uma série de mergulhos na Baía de Guanabara. Ele queria achar um navio fenício afundado e provar que a costa do Brasil foi, em épocas remotas, visitada por civilizações orientais. Apesar de não achar tal embarcação, o que ele encontrou pode ser considerado um tesouro valioso.


   Sobre esta procura, O GLOBO publicou:

"O caso dos vasos fenícios na Baía de Guanabara sempre foi tratado com o maior sigilo e seu achado só foi revelado um ano depois, em 1978, com vagas informações. O nome do mergulhador que achou as doze peças arqueológicas só foi revelado ontem, depois de uma conferência no Museu Marinho, pelo presidente da Associação Profissional para Atividades Sub-Aquáticas, Raul Cerqueira."

Três vasos foram encontrados. Um permaneceu com José Roberto Teixeira, o mergulhador que encontrou os vasos, e os outros dois foram para a Marinha. As peças com capacidade para armazenar 36 litros, estão sob a guarda do governo brasileiro em uma localidade desconhecida.


   A Escadaria:

Existe uma gruta tipo sifão na parte onde o maciço toca o mar, com a parte abobadada acima do mar e com ventilação natural, onde se encontra uma escadaria em sentido ascencional, que segundo consta, levaria ao interior da Pedra. O caso mais conhecido referente a esta escadaria é o de dois rapazes que faziam caça submarina e ao encontrarem a entrada para esta gruta, resolveram entrar. Decidiram subir os degraus da escadaria e a última coisa que se lembram é de perderem os sentidos. Quando acordaram, estavam no topo da pedra a 842 metros de altitude.


   Os Pés da Esfinge Brasileira:

Se a Pedra da Gávea representa a cabeça de algum tipo de "esfinge", onde estaria o resto de seu corpo? Alguns estudiosos afirmam que o morro do Pão de Açúcar seria os seus pés.

E para aqueles que não se contentam com pouco, o pé da esfinge tem uma "tatuagem"...


Geologia



A Pedra da Gávea é o maior monolito a beira mar do planeta, formado por dois tipos de rocha distintas: a base de gnaisse e o topo de granito.

Sua altura, localização próxima ao mar e sem obstáculos a volta, a tornam muito exposta a ação do tempo, sofrendo grandes processos erosivos.

As constantes variações de temperaturas, chuvas e raios vem, ao longo das eras, moldando seus contornos, principalmente no topo. Grandes blocos de pedras já se soltaram ou estão soltos, ameaçando rolarem montanha abaixo.

A perda de praticamente toda a sua cobertura vegetal original tem contribuído para os processos erosivos e o esgotamento das nascentes no topo. O topo e o lado voltado para São Conrado são os mais afetado.

No topo, somente pouquíssimas árvores ainda existem, predominando o capim de fácil combustão. Já na sua vertente voltada para o nascer do sol, leste, uma pequena e exuberante floresta foi sendo destruída por sucessivos incêndios causados por raios, balões e o descuido humano.

Como resultado da destruição da cobertura vegetal, temos desmoronamentos de solo, como aconteceu recentemente, e a soltura de grandes blocos de pedra.


Mapa Dinâmico






Mapa da Trilha




Mapa da Trilha para a Pedra da Gávea



Galeira de Fotos



2008-07 - Pedra da Gávea


Download Mapa Topográfico



Mapa Topográfico do Parque Nacional da Tijuca - 1:50.000


Dicas



   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.

   Se for fazer a trilha para a Pedra da Gávea evite ir com algum objeto de valor, pois já ocorreram muitos assaltos nessa trilha, isso se deve ao fácil acesso as favelas vizinhas.

   Se você não tiver experiência não vá nessa caminhada, ou vá apenas se seu grupo possuir pessoas experientes e com bons conhecimentos de segurança. Se seu grupo tiver pessoas com pouca experiência em trilhas ou escaladas ou se tiverem medo a exposição é bom levar uma corda e o resto do material para segurança para auxiliar a esses participantes.


Tempo



Previsão do tempo por Mountain Foracast



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comentários  

 
0 #24 26-07-2014 12:13
BOM DIA,GOSTARIA DE SABER SE PARA FAZER A TRILHA DA PEDRA DA GAVEA TEM ALGUM GUIA E QUANTO CUSTA PARA FAZER A TRILHA?E SE PODE MARCAR O DIA DA TRILHA?OBRIGADO
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0 #23 19-01-2014 15:39
Amigos, estou tendo dificuldades de achar na web qualquer referência sobre a trilha que começa na Pedra Bonita e chega a Praça da Bandeira. Na Pedra Bonita já localizei a entrada da trilha e um local me informou ser ela mais leve que a do Sorimã, mas não encontro mais referência na rede, antes de fazê-la. Vocês a conhecem?
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0 #22 18-12-2013 14:13
Citação:
Oiiii galera , preciso de um guia , ja tentei enviar e-mail para admin@clubedosa ventureiros.com mas ta dando e-mail inválido. Por favor me retornem. Beijos

QUANDO QUIZER É SÓ ENTRAR EM CONTATO PELO EMAIL melckleal@hotma il.com, TEREMOS O MAIOR PRAZER EM ACOMPANHÁ-LA ATÉ O TOPO DA PEDRA DA GÁVEA.
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+2 #21 26-11-2013 09:18
Adorei a matéria, parabéns! Tenho horror a cobras. Corro o risco de encontrá-las pelas trilhas? Att!
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0 #20 16-10-2013 09:38
Citando Janainanetomach ado:
Oiiii galera , preciso de um guia , ja tentei enviar e-mail para admin@clubedosa ventureiros.com mas ta dando e-mail inválido. Por favor me retornem. Beijos


Janaína,

A empresa EFE Tour tem feito essa trilha com frequência. Estive lá da última vez que fizeram (seguem algumas fotos: http://www.flickr.com/photos/87373180@N04/sets/72157635986018265/). Se interessar, segue o site da EFE Tour também: http://www.efetour.com.br/. Os caras são muito profissionais. Vale a pena!
Espero que a dica ajude.

Abs
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0 #19 28-09-2013 12:07
Oiiii galera , preciso de um guia , ja tentei enviar e-mail para admin@clubedosa ventureiros.com mas ta dando e-mail inválido. Por favor me retornem. Beijos
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0 #18 hugo 12-06-2013 12:01
Citando stella maris:
Gostaria muito de subir a Pedra, mas não tenho muita experiência!
Há algum grupo, ou pessoa que realize subidas?
Em moro no Rio mesmo.
Tenho interesse em ir!

Olá,
Envia um email para hugo@clubedosav entureiros.com que eu posso indicar alguém para leva-los na Pedra da Gávea.
[]´s
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0 #17 11-06-2013 13:08
Gostaria muito de subir a Pedra, mas não tenho muita experiência!
Há algum grupo, ou pessoa que realize subidas?
Em moro no Rio mesmo.
Tenho interesse em ir!
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0 #16 14-05-2013 12:58
Gostaria de saber se existe passeios em grupos, com guia, para a trilha à pedra da gávea, como fazemos para salta de asadelta e se tem outro meio alem da trilha de chegar na pedra e quais são os custos e o que devemos levar e quanto que sai isso tudo ??
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0 #15 01-04-2013 17:20
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