Balonismo

Apresento ao Clube dos Aventureiros a minha maravilhosa, emocionante, ímpar e densa experiência no balonismo.

No início do ano, com um grupo de colegas de trabalho, quatro ao todo, saímos do Rio de janeiro, de carro e bem cedo, num sábado, em direção à cidade de São Paulo. Chegamos ao destino ao anoitecer, com boas lembranças da viagem e com a segurança de quem deixa acesa uma vela em Aparecida do Norte, para obrigatória, assim entendemos, para que iria se aventurar em navegar de balão pelos céus.

Preparação


Na noite de sábado, já na capital paulista, jantamos no “sujinho” que, apesar do nome, é um restaurante especializado em bisteca e de bom nível social e gastronômico. Recomendo. Não sou sócio ou mesmo garoto propaganda do estabelecimento: vale somente como dica.

Preparando os Balões


Dormimos e acordamos na madrugada, por volta das quatro horas da manhã e nos dirigimos à cidade de Boituva, ao Clube de Balonismo. Por que Boituva? A cidade apresenta condições climáticas ideais para o balonismo. Depois de duas horas, aproximadamente, chegamos ao local indicado. Fomos recebidos pelo pessoal responsável pela empreitada com um café da manhã restrito, pois não é recomendável excesso de alimentação no organismo quando se viaja de balão. O desjejum seria depois da brincadeira.

Balões no céu


Os balões, essa é a rotina, chegam ao descampado da partida. Todos os envolvidos, mesmo os pagantes (o passeio está orçado em aproximadamente R$ 300,00), devem ajudar a descarregar e a desenrolar os balões. Imensos. Lindos. Coloridos. Traz aquela lembrança dos filmes de Julio Verne, ou mesmo, de desenhos animados. Os técnicos providenciam o enchimento com as máquinas potentes, determinadas a aquecer o oxigênio e alterar-lhe a composição química para fazer o ar quente elevar os balões ao ponto suficiente de embarque dos passageiros.

Visual da viagem


Os cestos são pequenos, comportam quatro pessoas, além do tripulante/navegador, mas a emoção é grande quando os balões inflados começam a subir com a potência das chamas que os impulsionam. Faz frio e mais frio na medida em que os balões ganham terreno nos céus. O aventureiro sabe que o coração e a adrenalina pouco a pouco estarão estabilizados. Na subida a dimensão da sua realidade muda. O seu foco, normalmente amplo no terreno plano, começa a reduzir vertiginosamente, dando impressão ao passageiro de que ele está pendente na atmosfera. Seu mundo fica pequeno, do tamanho do cesto de navegação, que passa a ser sua única e exclusiva ligação com o mundo seguro. Aos poucos, o viajante começa a olhar para fora e, então, o efeito, e que efeito, é ao contrário, sua visão se expande tridimensionalmente e você se integra ao firmamento. Não é exagero. Não.

O incrível nascer do sol visto de um balão


O dia está prestes a amanhecer, com todos os balões no alto, uns oito, no teto de sua capacidade, apagados os barulhos artificiais de motores, chamas, conversas, explicações de navegação, a experiência se torna viva com aquele nascer do sol, aquele mesmo, das montanhas, com céu limpo e todos os viajantes, naquele segundo em que pessoas se unem num contrato invisível e sem prévio ajuste, festejam, acenam, aplaudem o sol nascente.

Lindo Visual


A visão é exuberante. O silêncio abraça a paisagem e a sensação interior é de insignificância diante de tanta pureza apreendida e captada pelos sentidos.

O balonismo é uma atividade irradiante, mas, como qualquer outra prática de aventura, comporta seus riscos. E não são poucos. Ao se elevarem do solo os balões não são mais controlados. Navegam com a corrente do vento. Só é possível controlar a altura com as bombas de chamas. O destino, portanto, é incerto. A liberdade da atividade é, então, potencializada.

Preparando a descida


Equipes de apoio acompanham a trajetória cega dos balões para o resgate na descida e eventual socorro.

Após, quarenta e cinco minutos aproximados começa o deslocamento para a descida. Inicia-se uma nova tensão: a procura do lugar apropriado. Empecilhos como fios e árvores devem ser evitados, bem evitados. A aterrissagem é difícil e depende fundamentalmente da perícia do navegador e... do vento. É necessário arremeter por várias vezes.

Tocando o chão...


No chão, com o término do passeio, a paz de espírito da aventura transborda em excitação.É isso: a excitação vem ao término do passeio.

Bom, ao final, nada melhor do que as fotos da aventura. Vale a pena. É intensa e inesquecível.

Abraços a todos.

Falcão

comentários  

 
0 #3 16-02-2014 20:58
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0 #2 31-08-2012 18:05
caranba , minha professora mandou uma pesquisa pra mim fazer sobre o clubo do balonismo e naum estou achando oque eu precisso
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0 #1 25-11-2011 09:07
Aí rapaziada...gosto muito de balonismo...associa muito aos filmes de fantasia e diversão...queria saber as condições de trazer um ou dois balões até Londrina, para no anoiversario da cidade 10/12 eles estacionarem no Zerão uma área verde da cidade onde tem um palco que faremos uma programação em homenagem ao aniversario da cidade..custos se possivel ter condições..só estacionar e voar ai é com vc's..desde já agradeço a atenção..aguardo resposta.
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