Pico do Marins - 15 e 16 de Julho de 2006

Um pico com aproximadamente 2.422m de altitude.  Considerado o segundo maior de São Paulo ele fica situado na Serra da Mantiqueira.  Podemos definir como tríplice fronteira entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Fizemos um ataque de 2 dias (15 e 16 de Julho de 2006), focando apenas no prazer de estar alí curtindo aquele lugar maravilhoso.

Primeiro Dia

15/07/2006 - 06:22hs

    Estamos iniciando nosso caminho em direção ao Pico do Marins com um atraso de quase meia hora.  Logo de início o Hugo começa a contar uma fatalidade com relação a um atraso da minha parte em um outro evento que fomos pouco antes deste, mas nada que precise ser relatado aqui hehehe.

    Saímos de carro do Rio de Janeiro em direção a Piquete-SP, Eu, Hugo, Adriano e Renato.

    Seguimos pela Rodovia Presidente Dutra em direção ao estado de São Paulo.
Às 08:20hs paramos no Graal de Resende para o café da manhã.
Chegamos a entrada de Piquete às 10:00hs.

    Iniciamos nossa trilha 12:30hs.   Deixamos o carro em um “rancho” com uma lanchonete.  Tudo muito simples, mas tem banheiro e água, além de biscoito e outras coisas do gênero.  O estacionamento no local foi R$10,00.

    Paramos às 14:20hs um pouco acima do Morro do Careca para fazer um lanche, estamos muito atrasados, pois além de iniciarmos tarde estamos caminhando bem devagar.

    O ponto é ótimo para fotos e dele é possível observar o pico, onde já haviam várias pessoas curtindo o visual.  O ponto em que paramos é logo após o início de uma trilha que sobe a montanha a frente ao Morro do Careca.   Seguindo esta trilha, após muitos trechos de “trepa pedra”, contornaremos esta montanha e atacaremos o Pico do Marins por trás.
   
    São 16:20 e estamos preocupados com o horário, pois nos atrasamos muito. 
    Seguimos os Totens e algumas setas pintadas em Branco. A trilha é bem sinalizada em alguns pontos, apesar dos trechos de pura “escalaminhada” que se tornam um pouco complicados pelo fato de ser íngreme e de estarmos com as cargueiras nas costas, seguimos uma trilha errada e alongamos nosso caminho.  Mas nada que tirasse a o prazer de estar ali. 

    Muitas pessoas já estavam voltando do cume, pois haviam feito um ataque rápido e nos disseram que haviam muitas pessoas no cume e que provavelmente não haveria lugar para fazer o bivaque.    Mesmo com essa notícia desencorajadora, seguimos para o cume o mais breve possível, pois nos atrasamos e não queríamos enfrentar a trilha a noite.

    Chegamos às 17:20hs a base do pico do Marins e montamos acampamento, pois ficamos preocupados em o pico estar cheio.  Na base não há água, o último ponto de água fica bem antes desta base e não garanto que seja potável.

    Quase chegando, nos encaminhamos para um pico a esquerda, quando na verdade era o da direita, mas desta vez o dano não foi grande.
   

    Na base o visual é maravilhoso, com um por do sol magnífico.  É possível avistar todo o vale e a noite o frio aperta, ainda mais nesta época do ano.  O bivaque neste local parece ser mais abrigado que no pico.

    Às 18:45hs, jantamos e nos deitamos, pois pretendíamos atacar o cume bem cedo e pegar o nascer do sol de lá.


 
Segundo dia

    Nos levantamos às 06:30hs para assistir o nascer do sol da base, uma maravilha a parte.  Tentamos levantar às 05:00hs, mas o frio era tanto que não haviam condições.  Além do gelo em alguns lugares do chão, o sobre-teto das barracas ficaram cobertos com uma fina camada.

    Tomamos café da manhã e atacamos o cume.   Pretendíamos iniciar o retorno por volta das 10:00hs, pois a volta para o Rio de Janeiro era longa e todos iríamos trabalhar no dia seguinte.

    Às 09:20hs atingimos o cume.  Atingir o cume iniciando da base é muito rápido e a subida parece ser difícil, mas é tranqüila.  Subimos apenas com mochila de ataque, deixando a cargueira nas barracas. 

    O visual de 360º de um pico com altitude de 2422m aproximadamente é algo indescritível.   É possível avistar todo o vale e todas as regiões ao redor.  É possível ver boa parte da trilha de subida, inclusive o Morro do Careca.

    Iniciamos a descida às 11:00hs.   No meio da descida, pisei em falso e torci o tornozelo.  Estava usando um calçado de cano alto e duas meias o que deu uma firmeza e não houve nada grave e consegui segurar bem a descida.
    Chegamos ao morro do Careca aproximadamente às 14:00hs, daí para o estacionamento são alguns minutos, quase uma hora andando calmamente.

    Iniciamos o retorno para o Rio às 15:30hs.  O retorno foi tranqüilo como a ida, com o Adriano pilotando.
 


Considerações:
    A trilha não é longa e pode-se considerar moderada.
    É possível fazer um bate-volta ao pico, basta iniciar cedo a trilha.
    Recomendo levar água, não conte com alguma fonte potável no caminho.
    O frio é grande, não desconsidere este fator.

www.clubedosaventureiros.com
Por: Vagner Xavier


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