Tecnologia Avançada dos Tecidos e Tipos de Vestimentas

A tecnologia possibilitou criar uma infinidade de novas fibras sintéticas que incorporam características interessantes para determinadas situações de uso.

As fibras têxteis e o processo de tecelagem não eram considerados um assunto determinante no rendimento esportivo até algumas décadas atrás. O algodão era algodão, a seda era seda e o poliéster era poliéster.

No entanto hoje as fibras têxteis e a tecelagem são determinantes para fabricação de roupas não apenas adequadas a cada tipo de situação e uso, mas também para estabelecer novos padrões de eficiência esportiva.

Por um lado a tecnologia possibilitou criar uma infinidade de novas fibras sintéticas que incorporam características interessantes para determinadas situações de uso. Por outro, a tecelagem que consegue criar tecidos de densidade e textura diferenciada, até com uma mistura de fibras que resultam em produtos finais com propriedades próprias como otimização de evaporação do suor, resistência mecânica superior, remoção e transporte de umidade (suor), propriedade antibiótica, etc.


1- TECIDOS

FIBRAS PARA CONFECÇÃO E ISOLAMENTO TÉRMICO

Existem hoje inúmeros produtos e patentes em termos de fibras têxteis e de isolamento térmico no mercado, compondo uma gama muito grande de produtos de uso esportivo. Todas as fibras podem ser englobadas em dois grandes grupos de materiais: Naturais e sintéticos.

As fibras naturais vêm sendo utilizadas pelo homem desde os tempos remotos e algumas delas não só resistem até hoje, mas tudo indica que continuarão saudáveis no mercado. As fibras sintéticas são resultados de criações tecnológicas e vem evoluindo com o decorrer do tempo.

Ironicamente a tecnologia tem, na maioria dos casos, corrido atrás de algumas características das fibras naturais. Ainda que o homem tenha conseguido criar fibras mais eficientes em vários aspectos, existem ainda características que a tecnologia tem encontrado dificuldade em superar. A sensação ao toque é um desses adjetivos.

As fibras naturais apresentam características inerentes ao produto, que se interessante for podem até ser potencializados ou reprimidos com o emprego da tecnologia, mas elas não podem ser alteradas na essência. Por outro lado às fibras sintéticas podem ser desenvolvidos a partir de um ideal, adequando-as ao uso que se queira fazer.


2- FIBRAS NATURAIS

ALGODÃO:
fibra natural relativamente leve, com grande capacidade de absorção de umidade, poder de ventilação, fácil lavagem e biodegradável. Ainda é considerado um dos melhores produtos quando se trata de sensação ao toque e é muito confortável no seu estado seco. Se encharcado demora bastante para secar.

SEDA:
fibra natural produzida pelas lagartas de seda. É muito suave, macio e absorve bem a umidade. Possui alta resistência mecânica à força tracional e tem uma característica natural de retenção térmica transmitindo muito pouco calor.

LÃ:
fibra natural tradicionalmente utilizado para confecção de roupas para frio. Já chegou no topo das grandes montanhas do mundo incluindo o Everest e também esteve presente nas regiões polares. Hoje a sua utilização está menos abrangente, mas mesmo assim possui uma importância fundamental no mercado de confecção. A fibra de lã é o resultado do conjunto de milhões de micro-molas espiralados que podem esticar durante o uso, mas com capacidade de retornar a sua forma original e isso confere ao produto acabado a capacidade de recuperar a forma original mesmo após o uso em condições de deformação. Devido às suas características a fibra pode ser tecida em fios de diâmetro muito superior ao normalmente utilizados para confecção e isso possibilita a fabricação de roupas com diferente grau de isolamento (ou retenção de calor). A lã consegue absorver umidade até cerca de 30% do seu peso original antes de transmitir a sensação de encharcamento, o que garante o conforto mesmo em atividades mais esportivas. As roupas de lã mais grosseiras podem criar a sensação de pinicar a pele, se utilizadas em contato direto com a mesma. Este problema normalmente não ocorre com as lãs mais finas.

DUVET OU DOWN:
Duvet não é uma fibra e sim um tipo específico de pena (sub-pena) de ganso. A sua capacidade de isolamento térmico e compressibilidade é insuperável, além de possuir um tato extremamente agradável. Se bem cuidado pode durar mais de 10 anos. A sua qualidade é medida em fill-power, que representa o volume em polegada cúbica que uma onça de duvet ocupa quando deixado livre de compressão por 24 horas. É utilizado em roupas e sacos de dormir para frio e a qualidade dos produtos pode variar de 500 a 900 fill-power. Perde todas as características se for encharcado. Sua secagem exige cuidados especiais.


3- FIBRAS SINTÉTICAS

3.1- ACRÍLICO (ACRYLIC COUNCIL): fibra sintética macia e leve que proporciona uma eficiência térmica muito boa. É durável e consegue reter tintura de cores mais vivas do que as fibras naturais. Existem diferentes variações do produto:

a- Lumiza (Kanebo, Ltd): Uma das únicas fibras têxteis de acrílico com capacidade de retenção de umidade. Possui microporos dispostos aleatoriamente no decorrer da fibra o que confere a capacidade de absorção e transporte de umidade por capilaridade e posterior evaporação. Os microporos proporcionam também leveza, maciez e isolamento térmico. É um produto de secagem rápida e o tecido resultante normalmente possui uma certa compressibilidade e boa ventilação.

b- Outlast (Outlast Technologies, Inc): Esta é uma fibra definida como material micro-termal. Ela tem capacidade de absorver, armazenar, distribuir e dissipar o calor de forma controlada. É normalmente utilizada em meias para produzir produtos que conseguem distribuir calor de forma a manter a temperatura confortável integralmente no conjunto evitando pontos de extremos (tanto quente quanto frio).

c- Duraspun (Solutia, Inc.): Fibra acrílica de alto volume com muita maciez e capacidade de transmissão térmica. No frio consegue manter um bom isolamento e no calor consegue ser relativamente fresco e confortável evaporando bem a umidade.


3.2- NYLON (OU POLIAMIDA): é uma fibra muito forte, versátil e resistente. É utilizado para confecção de cordas de escalada e de resgate, para tecidos para produtos como mochilas e barracas e também para tecidos para roupas normalmente na forma de microfibra. O nylon pode também ser utilizadas juntamente (misturado) com outros produtos visando o incremento de resistência no tecido acabado. Existem diferentes tecidos de nylon resultantes de tecnologias distintas como Cordura, Taslan (existe também poliéster Taslan), Tactel, Taffeta, etc. É também empregado conjuntamente com outras fibras em tecidos especiais como Schoeller Dynamic e na superfície externa do conceituado Polartec Powerstretch.


3.3- POLIÉSTER: fibra hidrofóbica (pouca afinidade com água) bastante durável e com capacidade de retenção de tintura que permite criar produtos de cores muito vivas. A superfície da fibra de poliéster cria um ambiente não propício para os microorganismos o que confere ao produto uma característica antibiótica inerente. Existem diferentes variações no mercado. Entre outros:

a- Coolmax (DuPont): Fibra sintética de alta performance com 4 canaletas na sua superfície, foi desenvolvida para transporte eficiente da umidade e rápida evaporação. É um produto muito bom para absorção, transporte e evaporação de umidade.

b- Thermolite (DuPont): Fibra leve que combine polímero termicamente eficiente com microfibra oca que esquenta rapidamente e retém o calor. Normalmente resulta em tecidos bem ventilados que retiram a umidade em contato com a pele, evaporando-a em seguida.

c- Thermax (DuPont): Fibra oca que retém temperatura e que resulta em tecidos com boa capacidade de ventilação. Normalmente é tecida de forma a remover a umidade da face interna para a externa, onde é evaporada.

d- Hollofill (DuPont): Fibra oca que consegue aprisionar o ar aquecido e absorver umidade por ação capilar. A temperatura do sistema evapora naturalmente a unidade e dissipa para fora do sistema. Utilizado para isolamento térmico de sacos de dormir ou tecido em juntamente com outras fibras para outras utilizações (como meias).

e- Quallofill: Fibra fina com 4 canais internos, tem uma boa capacidade de isolação térmica e é muito macia. É normalmente utilizado para forração de saco de dormir e roupas para frio.

f- Polarguard: Fibra contínua e oca (existem variações como 3D e Delta – 10% mais leve) utilizada como material de preenchimento de saco de dormir e roupas para frio. A estrutura tubular torna o produto leve e compressível e é uma das fibras sintéticas com melhor resistência contra deformação permanente. Mantém as características mesmo molhada.

g- Primaloft: PrimaLoft PL ONE foi desenvolvido para força armada norte americana e é única microfibra sintética que consegue se aproximar do Duvet em termos de eficiência em isolamento térmico com mesmo peso e densidade.


3.4- POLIPROPILENO: o seu uso já foi mais intenso, mas perdeu terreno para outros produtos. É uma fibra hidro-repelente que não aceita umidade. Funciona muito bem quando utilizado em conjunto com nível externo absorvente para manter o corpo seco. Produtos como Olefina é empregada na fabricação de meias aonde normalmente já vem associada ao nível externo absorvente. É o mais leve de todas as fibras sintéticas, mas possui baixo ponto de fusão. Pode estragar se secado na máquina de ar quente.

Observações
Unidade Danier: existe uma medida (peso) padrão para fibras sintéticas conhecido como Danier, onde a sua unidade equivale a peso de 1 g a cada 9.000 metros de fibra. Por exemplo, TXN 500 - fio de nylon de 500 unidades Danier de peso e com acabamento texturizado. Um tecido de nylon pesado pode utilizar fios que supera o peso de 1.000 Danier, enquanto os leves podem ter menos de 20.

Siglas: algumas siglas para tecidos sintéticos “puros”:

TXN – Nylon texturizado
DPN – Dot Point Nylon
DSN – Nylon Ripstop de padrão diamante
RSN – Nylon Ripstop
2RN – Nylon Double Ripstop
TXP – Poliéster Texturizado
SRP – Poliéster Ripstop


3.5- MICROFIBRAS: ao contrário do que muitos pensam, microfibra não é um único produto. Existe no mercado uma gama de produtos denominadas microfibras, que como o próprio nome sugere, são fibras têxteis finos que possibilita a fabricação de tecidos mais macios ao toque, que secam rápido, bastante transpiráveis e de diferentes tipos de trama (incluindo produtos resistentes contra vento). Isso faz dos produtos confeccionados em microfibra ideais para atividades esportivas em condição seca. Isso não significa que não possam ser utilizadas sob chuva ou para esportes aquáticos, mas as vantagens, nestes casos, diminuem. Existem muitos produtos de microfibra principalmente de poliéster e nylon no mercado.


4- FLEECE PILE

É denominado fleece pile uma categoria de tecidos com um tipo de construção definida, largamente utilizada para criar camada de isolamento térmico para atividades em ambiente natural, esportiva ou não.

O desenvolvimento dessa categoria de produto levou a diversificação e atualmente são tantas opções disponíveis que o termo fleece acabou ficando mais vago do que algumas categorias clássicas como lã. O lado bom disso tudo é o fato de hoje existir tecidos dessa categoria especificamente desenvolvida para todo tipo de uso. Para se ter uma idéia, muitos bichinhos de pelúcia são confeccionados em fleece.

Existem vários fabricantes de fleece no mundo. Provavelmente o mais conhecido para esportes ao ar livre é a série Polartec da Malden Mills. No entanto existem uma infinidade de similares mesmo de fabricação nacional. Independente do fabricante ou da procedência todos os fleeces possuem alguns adjetivo em comum:

a- Normalmente tem como matéria prima básica fibras de poliéster.

b- São tecidos leves se considerar a espessura.

c- Não retém umidade e secam relativamente rápido.

d- Não impedem o fluxo de ar, exceto os ditos windproofs (Wind Bloc, Windstopper e afins).

e- Não requer cuidados especiais para limpeza.

f- Tendem a formar bolinhas de fibras com o uso, pelo menos em uma das faces.


4.1- COMO ESCOLHER UM FLEECE PARA VOCÊ

Como existem muitos produtos diferentes no mercado você deve tomar cuidado para não fazer uma compra inadequada para o seu fim. Na hora da escolha deve-se considerar alguns parâmetros.

a- Gramatura: Assim como qualquer outro tecido, existem fleeces de diferente gramatura. O volume e o peso do produto são diretamente proporcionais à gramatura e as roupas para atividades esportivas aeróbicas normalmente limitam este parâmetro em torno da equivalência ao Polartec 200. As roupas casuais, por vezes utilizam tecidos mais pesados.

b- Fluxo de ar e transpirabilidade: Esta característica depende de quão fechada ou aberta são as tramas do tecido. Existem também produtos que utilizam tecnologia que os torna virtualmente à prova de vento (Windstopper da Gore e Wind Bloc da Malden Mills). Se você for utilizar a roupa para atividades aeróbicas como corrida ou mountainbike provavelmente seria melhor ter um modelo leve, bem ventilado, que não esquenta tanto durante a atividade, seca bem o suor e serve de abrigo quando você parar. Se a sua atividade for de baixa intensidade talvez seja melhor optar por algo mais pesado ou que tenha trama do tecido mais fechado.

c- Compressibilidade: Independentemente do peso, muitas vezes o volume é um fator limitante na sua mochila. Um produto bem compressível é mais fácil de ajeitar na sua bagagem. O fato de ser compressível significa que o material, em termos relativos tem uma boa relação volume/capacidade de isolação térmica.

d- Elasticidade: O tecido mais elástico permite fabricar roupas mais justas ao corpo, o que os torna mais leves e menos volumosos. Além do mais as roupas mais justas confeccionadas com tecido elástico tende a formar menos dobras nas articulações. Isso permite criar um conjunto de roupas com corte mais técnico e que minimize o problema de fuga de ar quente por bombeamento com a movimentação.

e- Textura: Os tecidos mais macios são mais confortáveis. Os tecidos mais felpudos ao toque tendem a formar mais dobras nas articulações do que os mais lisos. Os tecidos mais fofos tendem a deixar passar mais ar do que os mais densos. Todas estas características podem tanto ser qualidade quanto deficiência dependendo do seu objetivo.

 

5- TENDO-SE OS PARÂMETROS PARA O TECIDO VOCÊ DEVE TAMBÉM ATENTAR PARA CARACTERÍSTICAS DA ROUPA EM QUESTÃO.

a- PULÔVER (PULLON): Os modelos tipo pulôver com zíper até o meio do peito normalmente são produtos confeccionados em tecidos de gramatura baixa a mediana. Este tipo de corte permite formatar produtos relativamente mais leves e se a trama for aberta são ótimas para atividades aeróbicas como corridas, mountainbike e mesmo caminhada pesada. O fato de não abrir toda a frente não prejudica a versatilidade desde que a trama do tecido permita uma boa ventilação e não retenha a umidade. São ideais para uso esportivo em ambientes não gelados ou como roupas complementares em frio.

b- JAQUETAS: Abertura total na frente torna o produto um pouco mais casual, mas isso não significa que não existam alpinistas profissionais utilizando jaquetas para projetos de grande porte. Em ambientes gelados normalmente utilizam-se as jaquetas pois a gramatura necessária para esse tipo de atividade acaba neste grupo de produto.

c- VENTILAÇÃO: A maioria dos fleeces tem uma boa capacidade de ventilação. Obviamente os produtos com trama mais aberta ventilam mais do que as fechada. Uma atenção deve ser dada para os produtos confeccionados com tecidos à prova de vento (Windbloc, WindStopper, etc) pois caso queira utilizar produtos desse grupo para atividades esportivas estes necessitam de abertura axial ou painéis de ventilação.

d- CORTE: Existem roupas desenhadas para diferentes fins. Num extremo está o uso esportivo e profissional. Noutro está o uso puramente casual. As roupas desenhadas para alpinistas tende a ser diferentes dos que foram desenvolvidas para corredores de trilha. Também devemos considerar que nos países temperados os trabalhadores (pescadores, carpinteiros, carteiros, operários entre outros) usam este tipo de roupa. Então existem produtos para todos os fins. Defina o seu.

e- COMPOSIÇÃO: Uma roupa não precisa ser integralmente confeccionada com um único tecido ou tipo de fleece. Pode haver uma composição de diferentes produtos (mesmo dentro de uma mesma categoria) para otimizar os adjetivos desejáveis. Isso possibilita a confecção de roupas que apresentem áreas de características definidas como pontos de retenção térmica, ventilação, evaporação, etc. Existe também a tecnologia que possibilita formatar essas zonas de funções no mesmo tecido sem a necessidade de costurar diferentes produtos.

- POLARTEC: Série de fleeces produzida pela Malden Mills.
- WINDBLOC: Fleece a prova de vento da Malden Mills. Retém muito mais calor.
- WINDSTOPPER: Fleece a prova de vento da GORE.
- POLARTEC WIND PRO: Fleece Polartec que oferece resistência superior em cerca de 4 vezes em termos de capacidade de ventilação. A retenção de calor é inferior aos materiais a prova de vento.
- POLARTEC 100: Não é um produto específico e sim qualquer fleece da Malden Mills que enquadre na referida gramatura (leve). Idem para 200, 300, etc.
- POLARTEC THERMAL PRO E POLARTEC REGULATOR: Dos mais compressíveis dos fleeces Polartec, portanto também são aqueles que têm a melhor eficiência térmica em regime de confinamento (em termos relativos com relação ao peso).
- POLARTEC POWERSTRETCH: Fleece de alta elasticidade multidirecional e com superfície externa mais lisa do que o padrão normal (as fibras têxteis que compõem a parte externa do tecido é nylon) é utilizado normalmente para roupas técnicas para uso atlético.
- ALEUTIAN FLEECE (OU PILE): Define uma gama de tecidos desenvolvidos para diferentes níveis de otimização térmica resultados de trabalho conjunto entre LOWE ALPINE e Malden Mills.


6- TECIDO BASE

Estamos chamando genericamente de tecido base o tecido com o qual se confecciona as roupas de uso esportivo que fica em contato direto com a pele do usuário.

É importante lembrar que uso esportivo significa situações com alguma atividade física. Uma camiseta de algodão é gostosa no dia a dia, mas se você suar ela encharca, fica pesada, é desconfortável, rouba o calor do corpo e demora para secar. A seda também já foi usada e é chique, mas é antiprático.

O conceito de desenvolver produtos desse gênero avança em duas frentes paralelas. Uma delas está voltada para uso esportivo convencional tipo treino de algumas horas de duração onde se executa atividade física numa intensidade normalmente constante. Outra proposta busca produtos voltados para atividades coligadas ao montanhismo e esportes de aventura, onde normalmente o usuário veste a roupa por tempo mais prolongado. Não é raro o caso em que nas trilhas e montanhas utiliza-se a mesma roupa por dias seguidos, com alternância de momentos de atividades em alta intensidade e descanso.

Independentemente da categoria são normalmente produtos confeccionados com tecidos que incorporam tecnologia, tanto na concepção das fibras quanto no processo de tecelagem. A sua gramatura também varia, podendo ser bem leve para ambientes mais quentes ou até relativamente grossa para locais frios.

Os produtos desenvolvidos para uso esportivo convencional priorizam o conforto, principalmente no que se refere ao tato. Em geral absorvem pouco suor e secam rápidos. Alguns dos produtos desta categoria podem ser utilizados por tempo mais longo, mas existem materiais que sofrem saturação com algumas horas de uso e desenvolvem mau cheiro com facilidade.

A categoria dos produtos de esportes de aventura e montanhismo busca soluções considerando o tempo prolongado de uso. A ação antibiótica da matéria prima e a tecnologia envolvida é importante para evitar problemas como o de mau cheiro. Criar produtos que evapore bem o suor durante atividade física também é importante, pois o usuário não quer ficar passando frio durante o descanso esperando a roupa secar.

Patente da fibra e da tecnologia têxtil: Existem vários patentes de produto disponível no mercado. Estas patentes (tipo qualquer coisa Dry) normalmente refere-se às fibras empregadas na fabricação, mas não no processo têxtil de criação do tecido. A textura de uma camiseta Cool Max é totalmente diferente da meia do mesmo produto e com razão. Foram desenvolvidos para fins diferentes. Menos sutis são as diferenças que possa eventualmente existir entre duas peças da mesma categoria que utilizam o mesmo patente de produto.

A tecnologia têxtil hoje está bastante desenvolvida e mesmo utilizando fibras similares consegue criar tecidos com diferente gramatura, textura e função. Por exemplo, a grande maioria dos tecidos com a aparência de ter buraquinhos na superfície exterior com a face interior mais escovada (pode-se observar isso em produtos de diferentes patentes) possuem uma característica física em que a trama tende a mover a água no estado líquido (suor) para a face externa do tecido. O processo é baseado nas leis da capilaridade e tensão superficial. Isso confere ao produto uma sensação mais seca, com a vantagem de manter a água próximo do corpo de forma que possa evaporar rapidamente com o calor corporal. Mas notem que muitos produtos que oferecem essa opção apresentam também roupas com textura lisa sem a vantagem de transporte de líquido.

Da mesma forma que se pode criar tecidos que apresentem a característica de transportar a água da face interna para externa, pode-se criar tecidos que tenham zonas de pouca retenção e zonas de alta retenção. Algumas meias disponíveis no mercado apresentar esse tipo de tecnologia. Este tipo de característica é interessante pois abre a possibilidade de criar produtos que removam a umidade dos pontos críticos (como da planta e da ponta do pé) e concentrem em locais que facilitem a secagem (no peito do pé e na canela). Este tipo de tecnologia está também sendo incorporado em fabricação de roupas, o que permite criar peças com zonas de funções definidas (retenção de umidade, evaporação, proteção termal, etc) sem ter que costurar diferentes tipos de tecidos.


7- TECIDOS À PROVA D'ÁGUA E TRANSPIRÁVEIS

Nos tempos antigos da era romântica de exploradores, os homens sonhavam com uma roupa que fosse leve, a prova d’água e ao mesmo tempo fossem transpirável. Os casacos de pele eram pesados. As roupas de lã não conseguiam segurar o vento. As roupas externas impermeáveis seguravam a umidade que condensava e encharcava o conjunto de roupas interiores.

Sem dúvida nenhuma a consagração do Gore-Tex (GTX), primeiro tecido a incorporar esse tipo de tecnologia e conseguir ocupar uma fatia significativa do mercado, foi um grande avanço em termos de roupa externa para montanhismo e esportes de aventura. No entanto vale lembrar que mesmo antes do GTX os homens escalavam montanhas, conquistavam cumes e exploravam locais remotos do planeta. A conquista dos grandes cumes e das regiões polares foram todas feitas sem esse tipo de tecnologia.

O grande lance dos tecidos dessa categoria é a possibilidade de criar roupas externas (Shell Garment) com corte técnico (bom caimeito e eficiente para confinar o ar quente), que no entanto não prendem o vapor da transpiração no interior da roupa.

Após a consagração da Gore Tex outros fabricantes criaram tecnologias para tecidos transpiráveis e a prova d'água. Vieram produtos como Micro-Tex, Ultrex, H2NO (Patagônia), Triple Point Ceramic (Lowe) entre outros.

Hoje é um senso comum a utilização de tecidos dessa categoria para a fabricação de roupa externa para atividades ao ar livre. Este universo é tão vasto que você poderá encontrar produtos para atividades como pesca esportiva, canoagem, iatismo, ciclismo, mountainbike, montanhismo, escalada técnica, caminhada, observação de pássaros, entre outros.

Por outro lado existem pessoas que questionam a necessidade destes produtos, normalmente caros, considerando-se que mesmo o Monte Everest já foi escalado sem Gore Tex ou outros produtos similares. Na história do nosso montanhismo da década de 70 aos meados de 90 muitas pessoas foram para locais como Aconcagua com anorak nacional e tiveram sucesso.

Sem dúvida nenhuma a consagração do Gore-Tex, primeiro tecido a incorporar esse tipo de tecnologia e conseguir ocupar uma fatia significativa do mercado, foi um grande avanço em termos de roupa externa para montanhismo e esportes de aventura. No entanto vale lembrar que mesmo antes do GTX os homens escalavam montanhas, conquistavam cumes e exploravam locais remotos do planeta. A conquista dos grandes cumes e das regiões polares foram todas feitas sem esse tipo de tecnologia.

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Hoje é um senso comum a utilização de tecidos dessa categoria para a fabricação de roupa externa para atividades ao ar livre. Este universo é tão vasto que você poderá encontrar produtos para atividades como pesca esportiva, canoagem, iatismo, ciclismo, mountainbike, montanhismo, escalada técnica, caminhada, observação de pássaros, entre outros.

Por outro lado existem pessoas que questionam a necessidade destes produtos, normalmente caros, considerando-se que mesmo o Monte Everest já foi escalado sem Gore Tex ou outros produtos similares. Na história do nosso montanhismo da década de 70 aos meados de 90 muitas pessoas foram para locais como Aconcagua com anorak nacional e tiveram sucesso.

Quando se questiona a validade desse tipo de produto não devemos apenas considerar os feitos realizados, mas principalmente as conseqüências. Materiais melhores garantem um nível maior de segurança. Houve época em que era relativamente normal alpinistar perderem dedos por congelamento, mas hoje isso não mais acontece com frequência. A tecnologia de tecidos e materiais de isolamento para roupas e calçados consegue garantir um nível de segurança maior contra o rigor ambiental.

Se você tiver materiais bons talvez possa se manter em atividade mesmo quando as condições ambientais estiverem castigando. Pode até ser que alguém mais forte e experiente do que você tenha que estar retirado na segurança do acampamento, simplesmente por que o material que ele possui é inferior ao seu.

No fim das contas ter bons materiais resulta em incremento de segurança. Se você for apanhado por mau tempo, problemas como anoitecimento ou ficar perdido, ter materiais mais sofisticados e eficientes pode até significar a diferença entre a vida e morte.

Um outro ponto que se deve considerar diz respeito aos benefícios que a tecnologia traz. Houve época em que não havia direção hidráulica, ar condicionado e nem vidros elétricos nos carros. Necessários eles não são, mas são muito cômodos e hoje as pessoas pagam por isso. Da mesma forma mesmo que você não esteja fazendo nenhuma atividade no limite pode desfrutar dos benefícios e conforto que a tecnologia coloca ao seu alcance.

Existem duas tecnologias bem distintas pelos quais pode-se obter o tecido à prova d’água e transpirável como produto final: Laminação e resinagem.

Laminação: Os produtos laminados têm como o seu principal representante o próprio Gore-Tex. Essa tecnologia consiste em aplicar uma película microporosa na face interior de um tecido. Juntamente com a fabricação da película em si, a sua colagem no tecido é o grande segredo. Se utilizasse um adesivo convencional os polos seriam simplesmente obstruidos com o produto não mais permitindo a passagem do vapor.

A vantagem dessa categoria, principalmente do já consagrado Gore-Tex, é a alta capacidade de transpiração. Para uma roupa levar a etiqueta de garantia desse produto, antes tem que ser submetido a testes de impermeabilidade e ser aprovada. Quando isso ocorre a roupa em questão leva a etiqueta Gore Tex com a garantia Keep You Dry.

Um outro produto laminado desenvolvido também pela mesma empresa especialmente voltado para uso em produtos de Duvet é o Dry Loft. Os materiais confeccionados com tecidos que possuem a laminação Dry Loft são basicamente roupas e sacos de dormir de duvet.

As desvantagens dos laminados são o custo elevado (envolve a produção independente do tecido e da membrana, a colagem e eventualmente mais uma etapa para aplicação de uma membrana protetora interna), alto peso, tecido menos macio e a possibilidade de delaminação.

Resinagem: A aplicação da resina de poliuretano microporosa (PU Coating) nos tecidos não é uma coisa nova para a indústria de confecção na áreas de esportes ao ar livre. No entanto a baixa capacidade de transpiração impediu que os produtos dessa categoria fossem considerados de primeira linha por muito tempo.

Teoricamente, se conseguisse criar uma tecnologia de resinagem eficiente em termos de transpirabilidade, as vantagens seriam inúmeras. Além de ser mais barato, poderia obter um produto final muito mais macio, leve e durável.

A tecnologia de resinagem PU vem desenvolvendo bastante e hoje existem produtos que além dos micropolos naturais (inerentes) do poliuretano criam-se outros milhões artificialmente no decorrer do processo industrial. Os processos variam bastante e empregam desde solventes, partículas de cerâmica até proteína de seda misturados na resina de poliuretano. Diferente patente destes produtos vem sendo empregado no mercado, mesmo pelos fabricantes de roupas de montanhismo de primeira linha.


8- LAMINAÇÃO

- GORE-TEX XCR: Este é um produto 40% mais transpirável e macio do que o GTX 3 layer do passado com mesmo grau de resistência, compressibilidade e peso. Uma das melhores tecnologias hoje disponíveis para esse fim.

- CONDUIT E CONDUIT SL: Única tecnologia de membrana que dispõe moléculas hidrofóbicas e hidrofílicas de forma organizada para que transporte o vapor ativamente para exterior.É macio e leve. A versão SL vem com tratamento externo DWR no tecido.

- DRY LOFT: Uma membrana desenvolvida especialmente para proteger o Duvet. É utilizado em casacos e macacão integral de montanha e nos sacos de dormir.


9- ESINAGEM

- TRIPLEPOINT CERAMIC: Resinagem de PU com partículas de cerâmicas. O tecido com essa tecnologia é lavada com um solvente que resulta em uma quantidade de micropolos consideravelmente maior a resinagem normal, o que confere ao produto uma transpirabilidade muito boa.

- TRIPLEPOINT MICA: Versão leve do TPC é empregada para roupas leves de uso esportivo.

- CONDUIT SILK: É a versão resinagem PU do Conduit. Ela incorpora proteínas de seda na resinagem o que confere características especiais em termos de leveza e maciez.
 
Fonte: Luiz Makoto

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comentários  

 
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