Pedra Chata

Pedra Chata


Tipo: Montanha / Morro / Rocha

Parque: Parque Estadual Cunhambebe

Localização: Mangaratiba e Rio Claro - RJ, Brasil, América do Sul

Lat/Lon: 22°54'14.05" S / 44° 9'54.57" W

Atividades: Caminhadas e banho de rio.

Época do Ano: Verão, Primavera, Outono e Inverno

Altitude: 1.566 m.




Descrição



A Pedra Chata é uma bela montanha que se eleva a 1.566 metros de altitude e está situada na serra das Três Orelhas, serra esta que divide duas cidades Fluminenses, a cidade de Rio Claro e a cidade de Mangaratiba. A Pedra Chata possui um formato de meia-lua contrariando um pouco seu nome e seu principal acesso se dá por uma bela trilha que começa no bucólico distrito de Rio Claro chamado de Lídice*.


Panorâmica do Cume da Pedra Chata


A Pedra Chata é uma das muitas atrações do recém criado Parque Estadual Cunhambebe. Esse parque foi criado através do Decreto Estadual nº 41.358 em 13 de Junho de 2008 e possui 38 mil hectares de área e um perímetro de quase 920 quilômetros, com essa área o parque se transformou no o terceiro maior parque Fluminense, atrás apenas do Parque Estadual de Três Picos e do Parque Nacional da Serra da Bocaina.


Pico das Três Orelhas e o Pão de Açúcar - Visual do Cume da Pedra Chata


Do alto de seu cume podemos apreciar o visual da região em uma incrível tela panorâmica: olhando para o norte vemos um lindo "mar montanhas" até onde a visão alcança, mas o que nos chama mais atenção é o imponente Pão de Açúcar de Mangaratiba e também o pontudo Pico do Papagaio de Lídice. Podemos ver também outras montanhas importantes da região como o Pico do Sinfronio e o Pico das Três Orelhas que foi conquistado por Almy Ulisséa em 1951 além de outras montanhas mais distantes como o Frade de Angra e o Pico do Papagaio da Ilha Grande.

Ainda em seu cume, agora olhando para o sul é possível ver bem de perto a cidade de Mangaratiba com seu litoral e suas ilhas, a fina restinga de Marambaia com sua ilha e a Baia de Sepetipa com seu porto. Se o tempo tiver bem limpo podemos ver alguns maciços da cidade do rio de Janeiro como o maciço do Mendanha, o da Pedra Branca e também o da Tijuca com destaque para a Pedra da Gávea que pela distância parece que nasce dentro do mar. Isso ainda não é tudo, por incrível que pareça ainda podemos ver algumas das montanhas da Região Serrana Fluminense com destaque para a Maria Comprida em Petrópolis.


Pico das Tres Orelhas, Pão de Açúcar, Morro da Boa Vista e outras Montanhas


* Foi em 1944, que esse distrito recebeu o nome atual, Lídice, em homenagem a uma cidade homônima localizada na antiga Tchecoslováquia que durante a Segunda Guerra Mundial foi vítima de um massacre de toda sua população pelos nazistas.

   Altitude: 1.566 m.
   Nível: Caminhada Leve-superior.
   Duração: 2h30 min até 3h30 min (Ida).
   Distância: 4,5 km (Ida).
   Administração: INEA-RJ
   Bioma: Floresta Atlântica
   Carta Topográfica: Mangaratiba
   Atração: Paisagem e banho de rio


A Trilha



Logo após passar o centrinho de Lídice indo em direção a Angra, ainda na rodovia Saturnino Braga, entre na primeira rua a esquerda, não tem como errar pois existe um hospital bem na esquina da rodovia com essa rua e também um CIEP bem frente. Essa rua segue para o sul e possui asfalto apenas no começo, depois ela vira uma estradinha de terra sempre acompanhado o rio das Pedras a sua direita. Devemos segui-la por ela por quase 9 quilômetros até o acesso a casa do Bispo onde começa a trilha.

Seguimos por essa estradinha por quase 4 quilômetros até chegar em uma bifurcação onde devemos seguir pela esquerda, essa bifurcação é bem fácil de identificar pois a direita podemos observar um bar que dá apoio aos moradores que procuram as belas quedas e o poço do rio das Pedras que existe naquele local, sem contar que perto do bar também podemos observar uma pequena escola. Até essa bifurcação a estradinha de terra é boa, mas a partir desse ponto ela se torna bem mais sinuosa, alcantilada e bem mais esburacada. Com mais 1.8 quilômetros passaremos por uma ponte e com mais 3 quilômetros chegaremos em frente a uma rampa cimentada (a esquerda) que dá acesso a casa do Bispo um pouco antes de chegar a uma ponte que cruza o rio das Pedras. Se você veio de carro estacione em um descampado quase em frente a essa rampa ao lado do rio, se você veio a pé deve ter levado cerca de 2:30 min até esse ponto. Se errar e passar por uma ponte, volte alguns metros e observe a rampa.


Rampa de acesso a casa do Bispo


Subindo a rampa que fica a esquerda da estradinha e em poucos minutos já podemos apreciar toda beleza desse vale, no lado esquerdo podemos observar o pontudo Pico do Papagaio, a direita mais ao fundo a Pedra Chata e no meio do vale algumas casinhas brancas da propriedade que pertence ao Bispo Dom Vital que é um bispo holandês aposentado de 80 anos que faz dali seu retiro de final de semana. Dentre as construções do local uma claramente se destaca, é a bela e pequena capela de formato octogonal feita inteiramente de pedra. Logo após o fim da rampa seguiremos por uma pequena estradinha e passaremos por uma porteira que normalmente fica fechada para que os animais não fujam, se por acaso tiver algum morador no local o cumprimente e peça licença para entrar, pois é muito importante manter um convívio harmonioso entre os moradores e nós montanhistas. Normalmente o pessoal que mora nessa região é bem simpático, receptivo, de grande simplicidade sem contar que gostam de uma boa prosa.


Lindo Vale


Continuando por essa estradinha em poucos minutos chegaremos em frente a casa do Bispo, a trilha propriamente dita começa a direita logo após a casa subindo uma encosta. Já no começo da trilha podemos apreciar uma bela paisagem, nesse ponto a vegetação é rasteira e salpicada por belas araucárias, realmente um show a parte e é apenas um aperitivo do que está por vir. Com menos de 5 minutos de caminhada passaremos por uma porteira no alto dessa encosta, continuamos seguindo a trilha muito bem definida e em poucos minutos seguiremos pela esquerda na primeira bifurcação. Com mais 10 minutos de caminhada podemos observar a nossa esquerda uma "bica" que na verdade é um caninho que capta um filete d'água que sai de uma rocha, é necessário observar essa biquinha pois precisaremos entrar um pouco mais a frente a esquerda em uma bifurcação, se seguir direto e não entrar nessa bifurcação chega-se em uma tronqueira (porteira feita de troncos) que normalmente está fechada com o rio bem visível do outro lado, volte poucos metros e entre na bifurcação.


Trilha Salpicada de Araucárias


Seguindo pela bifurcação podemos observar que a trilha ficou um pouco mais fechada, mas ainda com vegetação de baixo porte além de estar infestadas de samambaias, seguimos pela trilha por mais 5 minutos até chegar em mais uma bifurcação onde devemos seguir reto pela trilha mais marcada. Aos poucos a vegetação fica mais alta e com mais 10 minutos de pernada atravessaremos um riacho e logo depois do riacho passaremos por uma porteira. Logos depois de passar pela porteira chegaremos em um grande descampado onde a trilha fica muito confusa, pois existem muitas trilhas, mas todas seguem para o ponto mais alto, escolha uma e siga até o fim do descampado onde a trilha adentra a mata novamente.


Visual do descampado


Entrando novamente na mata a trilha desce um pouco até chegar em um rio. Pulando de pedra em pedra, passamos para a outra margem, onde a trilha sobe à esquerda acompanhado pelo rio serra acima durante um bom tempo. Nesse ponto a trilha segue bem demarcada e protegida do sol pela sombra de frondosas árvores de nossa Mata Atlântica. Depois de mais ou menos 15 minutos desde o último rio chegamos ao último ponto de água da trilha, nesse ponto cruzaremos esse pequeno riacho que na verdade é um filete de água que escorre por uma laje descendo para a esquerda. Cruzando esse pequeno riacho e uns 10 metros a frente precisamos observar com atenção uma bifurcação com uma picada a direita subindo, a trilha que segue reto, que alias é bem mais marcada segue para a um outro vale.


Cortando as Taquaras da Trilha


Entrando nessa bifurcação à direita a trilha fica bem mais íngreme e segue em ziguezagues além de estar um pouco mais fechada, mas ainda nítida sem contar que em tempos e tempos nos depararemos com as chatas taquaras (bambus) que teimam em cair sobre a trilha nos obrigando a remove-las ou contorná-las para continuar a subir. Com um pouco menos de 1 hora de subida chega-se em um pré-cume, onde a trilha desce um pouco até chegar em uma água que normalmente fica empoçada.  A trilha volta a subir forte em meio a um corredor de enormes bromélias, essa subida demora menos de 10 minutos e em seu final a trilha segue para um amplo e lindo capinzal que na verdade é o começo da crista da Pedra Chata. Nesse ponto já podemos apreciar um visual deslumbrante, já é possível ver bem em frente e um pouco mais baixo o Pico do Papagaio com um enorme mar de montanhas ao fundo.


Andando na crista da Pedra Chata


O cume não demora a chegar, e quando mais andamos mas a crista da Pedra Chata se afina até ficar com menos de 3 metros de largura em seu ponto mais alto onde podemos apreciar a vista da região em uma incrível tela panorâmica: do cume é possível ver as inúmeras montanhas do próprio parque como o incrível Pão de Açúcar de Mangaratiba, o Pico do Sinfronio e o Pico das Três Orelhas que foi conquistado  por Almy Ulisséa em 1951, podemos ver também outras montanhas fora do parque como o pontudo Frade de Angra e o Pico do Papagaio na Ilha Grande. Vemos também bem de perto a cidade de Mangaratiba com seu litoral e suas ilhas, a restinga de Marambaia com sua ilha e a Baia de Sepetipa com seu porto. Se o tempo tiver bem limpo podemos ver alguns maciços da cidade do rio de Janeiro como o maciço do Mendanha, o da Pedra Branca e também o da Tijuca com destaque para a Pedra da Gávea que pela distância parece que nasce dentro do mar. Isso ainda não é tudo, por incrível que parece ainda podemos ver algumas das montanhas da Região Serrana Fluminense com destaque para a Maria Comprida em Petrópolis.


Pico do Papagaio e o Mar de Montanhas



Localização



Lídice é um distrito de Rio Claro que está localizado no Médio Paraíba ao sul do Estado do Rio de Janeiro, quase na divisa com o estado de São Paulo e entre a Serra do Mar e a Bacia do Rio Paraíba do Sul.


Como Chegar



De Carro



O melhor caminho tanto vindo do Rio de Janeiro quanto de São Paulo para se chegar em Lídice é vindo pela BR-116 (Via Dutra). Na altura de Barra Mansa pegar a estrada RJ-155 (Rodovia Saturnino Braga - estrada que desce para Angra dos Reis), que passa pelo Treve de Bananal, Trevo de Passa Três, Getulândia, Rio Claro até chegar em Lídice. Cuidado para não entrar para Passa Três e Bananal.

Outra opção para quem está vindo do Rio de Janeiro é vindo também pela BR-116 (Via Dutra) até o município de Piraí no km 17 até o acesso a RJ-139 ou pela RJ-145, seguir até Passa Três. De Passa Três, siga pela RJ-155 (Rodovia Saturnino Braga) até chegar a Lídice passando pelo Centro de Rio Claro. Essa opção é mais curta para quem está vindo da cidade do Rio de Janeiro, mas é menos sinalizada e possui mais bifurcações.


De Ônibus



O ideal é pegar um ônibus até a cidade de Barra Mansa e de lá pegar um outro ônibus da viação Colitur até Lídice (Linha P551, Barra Mansa x Lídice), normalmante essa viagem dura 1h30min.

        Viação Colitur: (24) 3323-4151 / (24) 3323-8640 / (24) 3323-1480


Distâncias das Cidades



   Angra dos Reis (RJ): 40 km
   Rio de Janeiro (RJ): 170 km
   São Paulo (SP): 370 km


Mapa da Trilha




Mapa das trilhas do Cunhambebe


Quem quiser o Mapa das trilhas do Cunhambebe em tamanho grande, favor solicitá-lo no e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Para esclarecer suas dúvidas, ou para pegar mais algumas dicas pode nos escrever também.

* Esse Mapa foi baseado na Carta Topográfica de Mangaratiba do IBGE.


Mapa Dinâmico






Mapa do Parque




Mapa do Parque Estadual Cunhambebe



Quando Ir



É possível subir a Pedra Chata em qualquer época do ano, mas a melhor época é o inverno, porque chove menos ficando as caminhadas mais seguras, as trilhas mais secas e céu mais limpo sem contar que com a temperatura mais amenua a caminhada fica mais agradável, mas nessa época as cachoeiras ficam com uma vazão menor. Se quiser curtir as cachoeiras da região é melhor aproveitá-las no verão.


Acampamento



É possível acampar no cume da Pedra Chata, mas o mesmo não é protegido e o chão é muito irregular e cheio de vegetação rasteira. O ideal é levar água desde baixo para o acampamento, mas em caso de necesside a poucos metros do cume existe uma colo entre os cumes que normalmente costuma represar água da chuva, até mesmo no inverno esse colo está cheio de água.


Galeira de Fotos



2010-06 - Pedra Chata


Download Carta Topográfica



Carta Topográfica Mangaratiba - SF-23-Z-A-V-4
Carta Topográfica Cunhambebe - SF-23-Z-A-V-3


Download Tracklog



Tracklog da Pedra Chata - Parque Estadual Cunhambebe - RJ (CA)


Dicas



   Não esqueça de levar um bom filtro solar, mesmo quando o tempo estiver encoberto.


Tempo





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comentários  

 
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